Estudamos a ciência da relação do ser humano com o universo e Deus. O conhecimento é transmitido teoricamente e por meio da experiência direta através de centenas de técnicas. Antes de iniciarmos uma reflexão ativa sobre o que pretendemos transmitir, é preciso enfatizar o que entendemos por esses três termos acima. Sem uma linguagem exata não é possível um conhecimento exato, também é muitíssimo importante constatar dentro da possibilidade de cada um tudo o que puder. O ensinamento é dado em fragmentos, que devem ser reunidos e todas as observações, todas as ações devem estar ligadas com ele, se não houver cola, tudo ficará solto. Ele não deve ficar apenas em nível mental e informativo. O conhecimento de todas as coisas é possível com a utilização de alguns ‘princípios fundamentais’. Podemos dividir o material em estudo do ser humano e estudo do mundo. Esse material mostra a unidade fundamental de tudo o que existe e ajuda a descobrir as relações e analogias entre todos os fenômenos de ordens diversas. Do Silêncio e do Vazio surge ‘spanda’ a Vibração primordial, produzindo assim todo o Universo. Primeiro, precisamos compreender o que é o ser humano e o lugar dele no cosmos, estudá-lo e em paralelo, estudar o mundo em que este vive. São as mesmas forças e leis. O alimento que comemos, a água que bebemos, o ar que respiramos, as pedras de nossas casas, os nossos próprios corpos, todos são permeados por todas as matérias existentes no universo. Assim, o ser humano é uma miniatura do universo e estudando ele, estudamos o universo e vice-versa. O ser humano tem uma função especial, ele pode servir o Sol a Terra a Lua e os planetas (deuses) tornando-se uma ponte para certas energias mais sutis, mais altas, sem isto a Terra por exemplo não pode viver apropriadamente. A Terra está em intercâmbio com níveis mais altos de existência e para isso um aparato é necessário. A humanidade é parte desse aparato, é uma espécie de aparelho receptor, uma fina película composta por microrganismos, vegetais, animais e a humanidade. É a vida orgânica sobre a Terra (ver Raio de Criação) e está submetida a influências simultâneas provenientes de várias fontes e mundos diversos: todas agindo a um só tempo, mas com predominância de uma ou de outra, conforme os momentos. Mas o ser humano como é por natureza, não está completo. Com a finalidade de cumprir a função que lhe é própria, ele necessita desenvolver-se. Inicialmente o estudo dele, diz respeito a sua própria constituição, a sua anatomia integral. Há um mapa, um manual do ser humano muito detalhado. Sabemos que um manual é extremamente importante quando pretendemos manipular, usar um determinado objeto mais elaborado, como um aparelho eletrônico por exemplo. Mas não nos damos conta, que nós próprios estamos em uma máquina extremamente abrangente. Somos constituídos de várias partes, de várias dimensões, temos um organismo altamente sofisticado. Essas partes, funções ou centros, devem ser minuciosamente estudas e vivenciadas. E somente conhecendo, estudando e se interessando por essa anatomia interior, é que há a possibilidade de refinamento, de purificação e de evolução (retorno). Já que nessa primeira exposição, o homem é considerado um ser inacabado, é uma semente apenas. Temos que reconhecer como devemos considerar o homem: como um ovo ou um pássaro. E se o consideramos um ovo não podemos atribuir-lhe propriedades de um pássaro. Quando o encaramos como um ovo, tudo se torna diferente: toda a vida humana se torna uma vida de embriões, de seres incompletos. A natureza foi até determinado ponto e depois fica na responsabilidade de cada um. Por enquanto, toda a vida interior do ser humano ordinário nada mais é do que um contato automático entre duas ou três séries e associações feitas de impressões anteriormente percebidas e fixadas em cada uma de suas três localizações de natureza diversa ou ‘cérebros’, sob a ação de um impulso qualquer que surge nele por acaso. Iniciamos a exposição da anatomia do homem, com alguns símbolos, metáforas e alegorias sobre sua estrutura e possibilidades. Visualize uma casa ampla, com belos móveis, contendo objetos interessantes e úteis. Há vários quartos, uma biblioteca e até andares superiores. Há também, uma cozinha e um porão e são nesses dois cômodos que predominantemente passamos a vida toda. Podemos também, comparar uma carroça puxada a cavalo com um avião. Este tem muitas possibilidades que uma carroça comum não tem, mas, ao mesmo tempo um avião pode ser usado como uma carroça comum. Seria muito inepto, inconveniente e dispendioso, mas podemos atrelar dois cavalos a ele e andar de avião pela estrada. Suponha que o dono do avião não saiba que ele tem um motor e pode mover-se por si mesmo e tome conhecimento da existência do motor; pode então dispensar os cavalos e utilizá-lo como um automóvel, mas isso ainda será inepto. Vamos admitir que ele estude essa máquina e descubra que ela pode voar. Haverá sem dúvida muitas vantagens e possibilidades que ele não percebia quando se servia do avião como se fosse uma carroça. É isso que estamos fazendo conosco; servimo-nos de nós mesmos como se fôssemos uma carroça, quando poderíamos voar. O desenvolvimento do ser humano assemelha-se ao de uma borboleta. Ele deve morrer e renascer, como um ovo morre e se torna lagarta, a lagarta morre e se torna crisálida, a crisálida morre para que, por seu turno, nasça a borboleta. Há também outras duas abordagens muito interessantes sobre o tema. Uma afirma que devemos apenas tirar uma ‘poeira’ que está sendo acumulada há muito tempo. Já somos seres realizados e perfeitos. E a última diz que muito estranhamente houve um afastamento, um esquecimento, um adormecimento, entramos em um ‘sonho’ muito sofisticado e profundo. Porém, ‘semente, poeira ou sonho,’ qualquer que seja a abordagem apreciada, os Ensinamentos que reconhecemos como verdadeiros e escolhemos como nossos orientadores, do amado Sr. Gurdjieff ao maravilhoso Ramana Maharshi , afirmam que é necessário fazer um efetivo e enorme esforço consciente e voluntário.

Considerando valioso manter a ênfase tradicional na importância da linhagem. E preservando a integridade da transmissão oral recebida, o imenso e poderoso ‘ensinamento iniciático’ que tivemos a honra e o privilégio de receber sobre o ser humano, o universo e Deus será transmitido apenas diretamente pelo parámpará.

Parámpará: Tradição, herança, linha sucessória, método de conservação e transmissão oral de conhecimento, de mestre a discípulo, um depois do outro, geração após geração.

Inicial       Espaço / Método       Yoga       Horários       Ensinamento       Localização       Contato

Desenvolvido por Est?dio Digital Brasil