Homem o Universo e Deus

Estudamos a ciência da relação do homem com o universo e Deus. O conhecimento é transmitido teoricamente e por meio da experiência direta. Porém, antes de iniciarmos uma reflexão ativa sobre o que pretendemos transmitir, é preciso enfatizar o que entendemos por esses três termos acima. Sem uma linguagem exata não é possível um conhecimento exato. Devemos constatar tudo o que pudermos. O ensinamento é dado em fragmentos, que devem ser reunidos e todas as observações, todas as ações devem estar ligadas com ele. Se não houver cola, tudo ficará solto. O conhecimento de todas as coisas é possível com a utilização de dois princípios: de relatividade e de escala. Podemos dividir o material em estudo do homem e estudo do mundo. Esse material mostra a unidade fundamental de tudo o que existe e ajuda a descobrir as analogias entre todos os fenômenos de ordens diferentes. O universo inteiro é formado de forças e energias. Elas devem estar relacionadas umas com as outras. A Terra tem seu próprio nível de energia; ela necessita de seres humanos para o propósito do relacionamento correto com as outras energias. É a isso que o homem está destinado a servir. Ele tem um potencial para levar a cabo a transformação das energias que outras formas de seres vivos e não vivos não podem transformar, seu papel no mundo está ligado à transformação consciente das energias. As energias da vida são transformadas exatamente como as energias inferiores. Há energias específicas ocupadas com as funções fisiológicas de todas as criaturas vivas; dotando as qualidades peculiares características da vida. Todas estão constantemente se transformando. Há também energias ligadas as funções emocionais e psicológicas, que sofrem transformações; e há ainda energias superiores a estas, que devem ser transformadas. Tudo, desde o solo, as rochas, as pedras, passando pelas plantas, invertebrados e vertebrados, até o homem e para além dele, tem um papel a desempenhar no processo cósmico de transformação energética.

Homem

Precisamos compreender o que é o homem e o lugar dele no cosmos, estudá-lo e, em paralelo, estudar o mundo em que este vive. São as mesmas forças e leis. O alimento que comemos, a água que bebemos, o ar que respiramos, as pedras de nossas casas, os nossos próprios corpos, todos são permeados por todas as matérias existentes no universo. Assim, o homem é uma miniatura do universo. E estudando o homem, estudamos o universo e vice-versa. O homem tem uma função especial, ele pode servir à Terra tornando-se uma ponte para certas energias mais altas. Sem isto a Terra não pode viver apropriadamente. A Terra está em intercâmbio com níveis mais altos de existência e para isso um aparato é necessário. A humanidade é esse aparato. É uma espécie de aparelho receptor, uma fina película composta por microrganismos, vegetais, animais e a humanidade. É a vida orgânica sobre a Terra (ver Raio de Criação) e está submetida a influências simultâneas provenientes de várias fontes e de mundos diversos: Influências da Lua, dos planetas, do Sol e das estrelas. Todas agindo a um só tempo, mas com predominância de uma ou de outra, conforme os momentos. Mas o homem como é por natureza, não está completo. Com a finalidade de cumprir a função que lhe é própria, ele necessita desenvolver-se. Inicialmente o estudo do homem, diz respeito a sua própria constituição, a sua anatomia integral. Há um mapa, um manual do ser humano. Sabemos que um manual é extremamente importante quando pretendemos manipular, usar um determinado objeto mais elaborado, como um aparelho eletrônico por exemplo. Mas não nos damos conta, que nós próprios somos uma máquina extremamente abrangente. Somos constituídos de várias partes, de várias dimensões, temos um organismo altamente sofisticado. Essas partes, funções ou centros, devem ser minuciosamente estudas e vivenciadas. E somente conhecendo, estudando e se interessando por essa anatomia interior, é que há a possibilidade de evolução, de transformação, já que o homem é considerado por esse ensinamento como um ser inacabado, uma semente apenas. Temos que reconhecer como devemos considerar o homem: como um ovo ou um pássaro. E, se o consideramos um ovo não podemos atribuir-lhe propriedades de um pássaro. Quando o encaramos como um ovo, tudo se torna diferente: toda a vida humana se torna uma vida de embriões, de seres incompletos. A natureza foi até determinado ponto e depois fica na responsabilidade de cada um. Toda a vida interior do homem ordinário nada mais é do que um "contato automático" entre duas ou três séries e associações feitas de impressões anteriormente percebidas e fixadas em cada uma de suas três localizações de natureza diversa ou "cérebros", sob a ação de um impulso qualquer que surge nele por acaso. Iniciamos a exposição da anatomia do homem, com alguns símbolos, metáforas e alegorias sobre sua estrutura e possibilidades. Visualize uma casa ampla, com belos móveis, contendo objetos interessantes e úteis. Há vários quartos, uma biblioteca e até andares superiores. Há também, uma cozinha e um porão e são nesses dois cômodos que predominantemente passamos a vida toda. Podemos também, comparar uma carroça puxada a cavalo com um avião. Este tem muitas possibilidades que uma carroça comum não tem, mas, ao mesmo tempo um avião pode ser usado como uma carroça comum. Seria muito inepto inconveniente e dispendioso, mas podemos atrelar dois cavalos a ele e andar de avião pela estrada. Suponha que o dono do avião não saiba que ele tem um motor e pode mover-se por si mesmo e tome conhecimento da existência do motor; pode então dispensar os cavalos e utilizá-lo como um automóvel. Mas ainda será inepto. Vamos admitir que ele estude essa máquina e descubra que ela pode voar. Haverá sem dúvida muitas vantagens e possibilidades que ele não percebia quando se servia do avião como se fosse uma carroça. É isso que estamos fazendo conosco; servimo-nos de nós mesmos como se fôssemos uma carroça, quando poderíamos voar. O desenvolvimento do ser humano assemelha-se ao de uma borboleta. Ele deve morrer e renascer, como um ovo morre e se torna lagarta, a lagarta morre e se torna crisálida, a crisálida morre para que, por seu turno, nasça a borboleta.

Anatomia integral do ser humano

4 estados de consciência: 1º sono, 2ºconsciência de vigília, 3ºconsciência de si e 4º consciência objetiva.

4 corpos: 1ºcarruagem, 2º cavalo, 3ºcocheiro e 4ºamo.

7 centros de energias: fisiológico, motor, sexual, emocional, intelectual, emocional superior e intelectual superior.

4 partes: corpo, alma, essência e personalidade.

7 níveis/categorias de homens: nº 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.

3 linhas de desenvolvimento: saber, ser e compreender.

3 planos: Segundo o rishi Paulo Raful (www.ogrupo.org.br) em princípio, podemos dividir o ser humano em três planos. O primeiro deles é o plano visível, ou seja, o que corresponde a seu corpo físico e a seu comportamento. O segundo, mais profundo que o primeiro, é o plano de sua constituição interna, isto é, a maneira como ele funciona internamente. Nesse segundo plano, podemos dizer que o ser humano possui uma função mental –que produz seus pensamentos- uma função emocional- que produz suas emoções- uma função motora- que possibilita que ele se mova no mundo- uma vida orgânica interna- que mantém seu corpo e todo o sistema em funcionamento – e uma função sexual- que lhe permite relacionar-se sexualmente e procriar. Todas essas funções fazem parte do segundo plano que é invisível e só se manifesta através de comportamentos eventuais. O terceiro, mais profundo que o segundo, é o plano que está ligado ao que somos em essência.

Universo/ Cosmos/ Mundo

Tudo o que foi criado intencionalmente, assim como tudo que surgiu automaticamente no universo, existe e se mantém unicamente com base no "processo cósmico trogoautoegocrático." Esse processo sustenta tudo que surge e existe, e foi realizado pelo Nosso Criador Eterno a fim de que se opere a "troca de substâncias" ou a "vibração recíproca" de tudo quanto existe. E sob a ação de duas leis cósmicas sagradas surgem primeiro, dentro de certas condições, a partir da substância chamada "ethernokrilno", diversas "cristalizações". E a partir dessas cristalizações, se constituem, por sua vez, também em certas condições, grandes e pequenas "formações" cósmicas determinadas, mais ou menos independentes. No interior e na superfície dessas formações, efetuam-se os processos chamados "involução" e "evolução", sempre em conformidade com as duas leis. E todos os resultados desses processos nas atmosferas - e além delas, por intermédio dessas atmosferas - fusionam a fim de garantir esse "intercâmbio nutritivo." O "ethernokrilno" é a substância primordial com a qual está preenchido todo Nosso Grande Universo e que serve de base a tudo quanto existe. O estudo do cosmos é baseado na observação de que tudo funciona dentro de determinados princípios, estruturas, e todas as coisas grandes ou pequenas, em cada escala, baseiam-se, surgiram a partir dessas duas leis chamadas: Triamazikamno ou Lei de Três e Heptaparashinokh ou Lei de Sete ou Lei de oitava. A lei nesse plano é uma expressão da vontade divina. A primeira indica que três forças, três princípios, estão presentes em qualquer manifestação, fenômeno e acontecimento. Todas as coisas no mundo, todas as manifestações da energia, todos os tipos de ação, seja no mundo ou na atividade humana, interna ou externa, são sempre manifestações das três forças na Natureza. Todo organismo em qualquer escala e em qualquer mundo, do plano molecular ao plano cósmico, é o resultado da combinação ou encontro de três forças diferentes e opostas. São leis cujos efeitos se tornam causas de novos efeitos, e cujo funcionamento comporta sempre três manifestações independentes e de caráter radicalmente oposto, presentes nela em estado de propriedades latentes, invisíveis e inapreensíveis. A lei de três é a lei das relações, cada novo surgimento, cada fenômeno, é o resultado de uma combinação de três forças diferentes: positiva, negativa e neutralizante. Um exemplo é que estudando as manifestações do pensamento, das ações, dos hábitos e dos desejos, é possível observar o funcionamento desse processo tríplice em nós mesmos e no mundo. Segundo a Lei de Sete, cada processo de transformação no universo, desde a vida de uma célula até a de um sistema solar, desdobra-se como uma oitava em sete etapas sucessivas. No estudo da Lei de Sete observamos que toda matéria do universo consiste de vibrações descendentes em direção à manifestação da forma ("involução") ou ascendentes que retornam para a fonte sem formas ("evolução"), seus desenvolvimentos não são contínuos, mas caracterizados por periódicas alterações e retardos em intervalos definidos. Tudo no mundo consiste de vibrações. Essas vibrações se processam em todas as espécies de matéria, sejam quais forem seu aspecto e sua densidade, desde a mais sutil até a mais grosseira. Essa lei explica o fato de que nada no mundo fica no mesmo lugar ou permanece o mesmo; tudo se desloca, muda, tudo se move. O ensinamento observa o universo e tudo que existe nele como algo vivo. E a vida, viver, compreende um constante intercâmbio entre todo organismo e seu meio, é um perene comércio de energias. No universo tudo está muito estreitamente ligado a tudo. Matéria e energia são a mesma coisa, o cosmos está em processo de autocriação. O espaço interestelar tem tal abundância de energia que alguns astrofísicos o consideram a matriz de tudo que nasce de tudo que é novo. Existe um conjunto representado em vários diagramas chamado de Raio de Criação, que é uma ajuda, um instrumento ou método para um novo pensar, sentir, viver, conhecer e compreender o mecanismo de tudo. O Raio é uma escala do ser e estabelece sete planos no mundo, sete mundos um dentro dos outros. E tudo o que se relaciona com o mundo também está dividido em sete categorias, uma dentro das outras. O Raio de Criação ensina que tudo é parte de alguma outra coisa. Por exemplo, a Terra é parte do mundo planetário que por sua vez, é parte do sistema solar. O sistema solar é parte de nossa galáxia e a nossa galáxia é parte de todas as galáxias possíveis. Através dele percebemos que todas as coisas no mundo estão estreitamente ligadas entre si. Ele representa tanto uma escala de matérias como uma escala de seres onde está representado todo nível possível de consciência e de inteligência. Possibilita também coordenar e fazer a síntese de uma grande variedade de concepções filosóficas, religiosas e científicas do mundo. Todas as coisas podem ser encontradas nele, desde a Inteligência Suprema, a Consciência e a Vontade do Absoluto, até o hidrogênio 6144 . E finalmente, lembrando que há um Raio de Criação externo e um interno também.





A escala das 12 energias

Dentro do Raio de Criação há uma classificação da energia primordial em 12 materialidades. Nesse esquema essa energia se expande em três dimensões: energias físicas, energias vitais e energias cósmicas. São classificadas também como objetivas ou subjetivas. Segue alguns comentários.

E1 – Energia transcendental - O que podemos dizer é que essa energia está além dos limites da criação, dos elementos dos sentidos e dos órgãos de conhecimento e percepção que são os nossos instrumentos para existir, perceber, sentir e participar do mundo.

E2 – Energia unitiva - O mundo está sob a ação da energia unitiva, que podemos chamar do amor cósmico. O amor redentor é que permite às categorias mais baixas da criação retornar à Origem.

E3 – Energia criadora - É a energia mais elevada que pode atuar no homem. Talvez a diferença final entre o homem e os outros seres vivos da Terra seja que o homem é dotado da possibilidade de ser um instrumento consciente da criatividade. A energia criadora é liberada na transformação da nossa consciência.

E4 – Energia consciente - A energia consciente pode se combinar em nós com a energia automática, e o resultado é a energia de um nível intermediário, isto é, a sensitividade.

E5 – Energia sensitiva - A sensibilidade é o limite da nossa consciência habitual e a energia mais elevada que podemos ter sob controle. Todos os seres vivos participam, num grau ou noutro, na manifestação da energia sensitiva. Ela nos proporciona um contato com as nossas funções e com o mundo que nos rodeia. E desempenha em relação aos seres vivos o mesmo papel que a energia plástica em relação aos objetos físicos.

E6 – Energia automática - O impulso sexual, a energia do hábito, os padrões de comportamento são alguns exemplos dessa energia. Todos os processos automáticos instintivos, a parte motora dos centros, etc.

E7 – Energia vital - A energia vital é a própria vida. Geralmente olhamos para os seres vivos e dizemos que têm vida, mas na verdade é o contrário; a vida, a energia vital, tem os seres vivos e estes são os seus instrumentos.

E8 – Energia construtiva - A energia construtiva está no próprio limiar da vida.

E9 – Energia plástica - É a mais livre, mais versátil e mais ativa de todas as energias físicas. Foi descobrindo os seus poderes que o homem pode realizar tal impacto no meio ambiente.

E10 – Energia coesiva - Essa energia compreende o que chamamos “energias químicas” e abarca todas as energias que mantêm as coisas unidas.

E11 – Energia direcionada - Ela se origina da separação e se manifesta quando o movimento tem uma direção coerente. O campo gravitacional da Terra é um exemplo.

E12 – Energia dispersa - A energia chama-se dispersa, porque não tem um lugar, uma forma ou estrutura próprias; embora tudo que existe seja num ou noutro grau, quente, o calor flui de modo igualmente passivo do lugar mais quente para o mais frio. Embora, sob certos aspectos, o calor seja necessário e muitas coisas só possam existir dentro de certos limites de temperatura, ele por si só nada pode fazer. É muito interessante lembrar que segundo a encantadora cosmologia hindu, o calor, ou tapas é o ponto de partida da criação.

Deus

Para falar sobre esse tema é absolutamente necessário haver uma nova concepção de Deus no mundo. Uma mudança no próprio significado da palavra. O que normalmente as pessoas pensam, imaginam, é a figura de um velho barbudo de camisolão que gosta das coisas do seu jeito e autor de um imenso big brother. Isso é bem infantil. Outros falam de um deus em termos de uma certa energia cósmica ou algo do tipo, isso também não encontra um respaldo substancial a quem possui uma capacidade de reflexão e intuição mais finas. Sobre os ateus, se é que isso existe, prefiro nem comentar. Para falar sobre esse tema com seriedade e profundidade é preciso ser um estudioso e praticante de algum ensinamento verdadeiro, coisa rara de encontrar. Normalmente as diversas organizações no ocidente e no oriente, mesmo algumas contendo valiosas informações e práticas, acabam ficando apenas num nível de regras de comportamento, de obediência, de imitação, de catecismo e de ritual. É aceito e reconhecido mundialmente que o ser humano atualmente usa de 05 a 10% de sua capacidade, sendo assim em minha observação e reflexão ativa pergunto: Como falar sobre Deus nessas condições? Que ingenuidade! Entretanto, um estudo verdadeiro e profundo sobre Ele pode ser pesquisado, estudando o Eneagrama o Raio de Criação, que é o corpo de Deus. O próprio Deus. E finalmente, para compreender Deus precisamos de um outro nível de ser.

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